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O EFEITO MOTIVACIONAL DA HOMILIA DO PAPA NA CANONIZAÇÃO DA IRMÃ DULCE

O EFEITO MOTIVACIONAL DA HOMILIA DO PAPA NA CANONIZAÇÃO DA IRMÃ DULCE

Hoje, venho compartilhar com vocês, nossos leitores e seguidores, um texto extremamente inspirador, de autoria do meu Sogro, Nicolau Rodrigues da Silveira, (Presidente da Fundação Mantenedora da FACCAT – Uma das maiores instituições de ensino superior do Rio Grande do Sul).

Segue o texto, na integra:

“Temos acompanhado o trabalho de “coaching” que profissionais bem sucedidos desenvolvem no despertar de pessoas para o seu verdadeiro potencial intelectual, físico e espiritual. O foco, observamos, tem sido o empreendedorismo e a formulação de novas iniciativas capazes de motivá-las a explorar toda a sua energia criativa para descortinar novos horizontes no campo pessoal, espiritual e profissional.

Acompanhamos também a crítica de que são alvo esses profissionais, em ataques que procuram ridicularizar esse trabalho tão importante para a motivação de pessoas no despertar  de iniciativas voltadas à prosperidade do nosso país.

Agora, ao nos determos sobre a homilia do Papa Francisco, na missa de Ação de Graças pela canonização da Irmã Dulce, reconhecida pelo Vaticano como Santa Dulce dos Pobres, constato que a causa do ‘coaching” se fortalece com as palavras do Papa que, nada mais, nada menos, chama atenção para que as pessoas fortaleçam sua fé, invocando, realizem seus sonhos enquanto caminham e não esqueçam de agradecer. Ora, esse trinômio nada mais é do que o resumo da proposta do coaching no despertar das pessoas para que valorizem a sua própria energia e invoquem ajuda na sua fé, na sua força interior em que Deus se faz presente, trabalhem e caminhem convictos de que é possível fazer e vencer e que não esqueçam de agradecer, não por palavras, mas por ações e comportamentos que as façam dignas do poder e do sucesso que recebem.

O Papa, colhendo a oportunidade em que milhares de peregrinos lotavam a Praça de São Pedro e, ao mesmo tempo, pela televisão, rádio e internet, se dirigia a bilhões de pessoas ao redor do mundo, fez um poderoso pronunciamento capaz de tocar o coração e a alma das pessoas, realçando a importância da fé e do esforço pessoal com que cada um de nós pode contribuir para a construção e o fortalecimento de um mundo bem melhor do que este em que estamos vivendo hoje.

O fundamento bíblico da fala do Sumo Pontífice está centrado no Evangelho de São Lucas cujo foco, ao falar de Jesus, é no aspecto humanístico do Mestre, voltado para os fracos, os aflitos e os marginalizados. O Evangelho de Lucas, por sua vez, dá ênfase especial à oração, ao Espirito Santo e à atenção especial de Deus voltada aos pobres, às crianças e às mulheres. Assim, fica muito claro que o Papa se dirige às maiorias desassistidas do nosso Planeta, assolado por guerras politicamente ridículas, que agravam sobremaneira o estado de miséria em que se encontram enormes populações no mundo inteiro.

Justifica-se, pois, o conteúdo da mensagem, fortalecendo o espírito de luta de homens, mulheres e crianças que carecem de muita energia espiritual para vencer os desafios da sobrevivência e assegurar uma vida próspera, digna e feliz.

Ao citar o exemplo dos leprosos, àquele tempo isolados do convívio social e que, em esforço supremo, apelam a Jesus por um milagre, destaca que não devemos nos isolar em nossa solidão, fechando-nos em auto lamentações ou olhando o juízo dos outros, mas bradar por ajuda para vencer as dificuldades.

Depois, o Santo Padre dirige-se a todos os que assistem à missa e diz: “Também nós – todos nós – necessitamos de cura, como aqueles leprosos. Precisamos de ser curados da pouca confiança em nós mesmos, na vida, no futuro; curados de muitos medos; dos vícios de que somos escravos; de tantos fechamentos, dependências e apegos: ao jogo, ao dinheiro, à televisão, ao telemóvel, à opinião dos outros.

A seguir, destaca que para superar as dificuldades há a necessidade da ação, de caminhar, e enfatiza: “É no caminho da vida que a pessoa é purificada, um caminho frequentemente a subir, porque leva para o alto. A fé requer um caminho, uma saída; faz milagres, se sairmos das nossas cómodas certezas, se deixarmos os nossos portos serenos, os nossos ninhos confortáveis. A fé aumenta com o dom, e cresce com o risco. A fé atua, quando avançamos equipados com a confiança em Deus. A fé abre caminho através de passos humildes e concretos, como humildes e concretos foram o caminho dos leprosos…”.

Mais adiante, o Papa ressalta a necessidade da união, de não caminharmos sozinhos e cita o exemplo dos leprosos, quando, dos dez que foram curados, apenas um voltou para agradecer. E cita o Pontífice: “E Jesus desabafa a sua mágoa assim: «Onde estão os outros nove?» (17, 17). Quase parece perguntar pelos outros nove, ao único que voltou. É verdade! Constitui tarefa nossa – de nós que estamos aqui a «fazer Eucaristia», isto é, a agradecer –, constitui nossa tarefa ocuparmo-nos de quem deixou de caminhar, de quem se extraviou: somos guardiões dos irmãos distantes, todos nós! Somos intercessores por eles, somos responsáveis por eles, isto é, chamados a responder por eles, a tê-los a peito. Queres crescer na fé? Tu, que está aqui hoje, queres crescer na fé? Ocupa-te dum irmão distante, duma irmã distante.

Na fala do Santo Padre, há um apelo à união e à solidariedade, tão necessários para que a humanidade supere as dificuldades tão presentes em nossos dias. Assim diz o Papa na Homilia: “O ponto culminante do caminho de fé é viver dando graças. Podemos perguntar-nos: Nós, que temos fé, vivemos os dias como um peso a suportar ou como um louvor a oferecer? Ficamos centrados em nós mesmos à espera de pedir a próxima graça, ou encontramos a nossa alegria em dar graças? Quando agradecemos, o Pai deixa-Se comover e derrama sobre nós o Espírito Santo. Agradecer não é questão de cortesia, de etiqueta, mas questão de fé. Um coração que agradece, permanece jovem. Dizer «obrigado, Senhor», ao acordar, durante o dia, antes de deitar, é antídoto ao envelhecimento do coração, porque o coração envelhece e se habitua mal. E o mesmo se diga em família, entre os esposos: lembrem-se de dizer obrigado. Obrigado é a palavra mais simples e benfazeja.

Um aspecto muito importante que merece destaque nesta parte final da homilia, e que antes já mencionamos, é que o conteúdo do agradecimento não se expressa com meras palavras, mas com um comportamento social solidário, que mostre ao mundo espiritual de que somos capazes de socorrer a quem necessita, que somos capazes de renunciar a vantagens pessoais para colocarmo-nos a serviço do bem comum e, principalmente, daqueles que necessitam de ajuda, do socorro de uma alma caridosa.

A Irmã Dulce, agora Santa Dulce dos Pobres, não necessitaria praticar nenhum milagre para ser reconhecida como santa. Ela já nasceu como um espírito iluminado, capaz de enxergar muito além do horizonte físico e material e dedicar-se ao cuidado dos aflitos, dos abandonados, dos carentes, fossem eles crianças, idosos, doentes, famintos de comida ou de carinho. Tenho certeza de que a sua proteção será invocada em todas as igrejas, em todas as casas espíritas, em todos os templos, onde quer que haja alguém precisando de ajuda, de ânimo, de força, de luz, de fé para vencer cada um dos seus desafios.

A homilia do Papa Francisco, na Missa em Ação de Graças pela canonização da Irmã Dulce, certamente terá motivado milhões de pessoas, sendo por isso um exemplo de coaching universal que merece ser seguido por todos aqueles que desejam construir um mundo melhor, mais próspero e mais feliz.”

Fiquem com essa energia e inspiração.

Paz e Luz,

Macello Roste

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